Por Fernando Richeti Jr.
O paraibano Enilson Dantas de Lima tem 55 anos. É caminhoneiro há 24, e leva a vida devagar, só no sossego, bem parecido com seu caminhão, um FIAT 190 fabricado em 1974. Na verdade, o que está atrás da marca colada na reluzente boléia azul é a alma e o coração de um legítimo e valente FNM.
A paixão de Enilson pela marca começou em 1991, no Mato Grosso, com a compra de um modelo 180 caçamba.
“Puxava areia, asfalto e brita dentro da cidade e nas redondezas. Fiquei um bom tempo com ele.” Pouco tempo depois lá estava o Enilson com seu segundo caminhão caçamba: outro FIAT 180.
Em dado momento, precisou se desfazer dos dois. “Vão-se os anéis e ficam os dedos”, diverte-se Enilson, rindo da própria sina. Passado um tempo, a sorte voltou a sorrir para o paraibano e ele conseguiu comprar um legítimo FNM: um D-11.000 com 150 HP, fabricado em 1961.
Enilson transporta pedras de Três Corações/MG para o interior paulista e Grande São Paulo no seu ‘Azulão’ há um ano, quando arrematou o possante na cidade de Apucarana/PR. “O antigo proprietário ficou com ele 24 anos. Vendeu porque a filha queria que ele mudasse de vida, tinham medo que o pai ficasse rodando sozinho pelas estradas.”
Ao contrario do que muitos pensam, o bruto é bastante econômico. “Posso te dizer que a diferença em economia desse caminhão para um Mercedes é mínima. E além de se muito econômico, agüenta bem o ‘tranco’. Não tem tempo ruim com ele, trabalha melhor que caminhão novo. Só preciso ficar atento com o peso pra não passar de 22, 24 toneladas. Rodar com excesso de peso não dá. E o detalhe: ele nunca me deixou a pé,” afirma o feliz e orgulhoso proprietário.
Nas horas de folga, Enilson trabalha na restauração do seu segundo caminhão, um vermelho (acho que nem preciso dizer a marca), comprado na mesma época na cidade de Londrina/PR. “Esse tava precisando de um talento na pintura, mas a mecânica está 100%. Nunca deu problema, só trabalha.”
Enilson divide essa ‘paixão’ com a esposa Marleide e os filhos Gustavo e Ricardo. “Eles sabem que eu gosto, me apóiam e entendem que a vida de caminhoneiro não é fácil. Meu filho Ricardo por exemplo, chega a dirigir o caminhão, mas só pra dar umas voltas.” Pergunto se ele já encarou o trecho alguma vez. “Nem pensar !!”, responde o pai de primeira. “Mas ele adora os dois caminhões e não deixa que eu os venda por nada”.
Parabéns sr. Enilson, você tem muito bom gosto.
Visite o site: http://www.alfafnm.com.br e se delicie com outros brutos que estão lá.
Abraços, Osvaldo
O FNM é um dos caminhões mais bonito.
Parabéns
Olá, amigo. Muito boa noite. Fiquei muito feliz em ler sua história com o FNM. Tenho muita vontade de comprar um. Ainda vou comprá-lo se Deus quiser. Quem sabe nós ainda nos cruzamos neste mundão de meu Deus. Abraço e boa sorte.
Parabéns, Senhor Enilson, por sua determinação. Realmente, esse bruto fez historia. Além de ser uma escola, porque o FNM a gente dirige direito ou não engata a segunda marcha. Tem que ouvir o motor como tocar violão de ouvido. Já trabalhei com um 180, ano 1976, amarelo, ronco ‘estalador’. Aprendi a dirigir com meu pai que tinha um, ano 58 e viajava de Itu para o Paraná, lá de 1958 a 1965 mais ou menos. Tenho as fotos deles. Um dia desses vou enviá-las. Um abraço, Sr. Enilson! Que Deus o abençoe!
Parabéns, Sr. Enilson. Prezado amigo caminhoneiro e vizinho de estado – paraibano e pernambucano –, sou caminhoneiro e fico alegre quando vejo um caminhoneiro contar sua historia. A minha é muito triste, pois estou sem caminhão. Eu tinha um cara chata lp 321, ano 1962 e o vendi para comprar outro. Me arrependi porque comprei um 1113, ano 1969 da cor azul. Esse caminhão estava desarrumado mais e eu não tive a sorte de fazer feira com ele. Acabei de arrumá-lo e só deu tempo de dar duas viagens ao redor da cidade. Vieram ladrões e, na frente da minha casa, empurraram e levaram o caminhão. Até hoje, não tive a sorte de achar nem o chassis, mas tenho fé em Deus e vou comprar outro cara chata lp 321. Não sei quando. Só Deus sabe, mas fico feliz quando vejo alguém como o Sr. Enilson, que ri em frente do seu caminhão com uma alegria de ser caminhoneiro. Parabéns, amigo caminhoneiro. Que Deus te abençoe. Um grande abraço. Valeu pelo FNM 180.
Parabéns, seu Enilso pelo FNM. Os antigos caminhões são os melhores mesmo. Eu tive um LP321, ano 1961 e azulão. O melhor é que não perde nada para os outros 3 1113 que tive também. Pena que tive de vendê-lo por questões financeiras, mas tenho fé em DEUS que um dia compro outro. Um abraço a todos os estradeiros . Do amigo, Cara Chata. Rostinho redondo com orgulho sempre.
querido pai, matéria digna de toda sua trajetória e de seu esforço, empenho e determinação.
nos (Riko e Guga ) daremos continuidade nesta paixão por FNM.
te amamos e te respeitamos como pai e amigo
um abraço GATÃO, PAIZÃO
agradecemos também a matéria do pessoal do Brasil Caminhoneiro, que por este meio de comunicação divulga a vida e a história de pessoas como o meu pai.
brigadão, Fernando e Vinicius
O Sr. Enilson é uma pessoa que pode se dizer “uma figura rara”. Um homem lutador, responsável, que vive para a família, de uma honestidade admirável. É um previlégio a todos que, com ele, possam conviver. Por tudo isso e muito mais qualidades que possui, é digno de realizar todos os seus sonhos. E esse sonho de ter novamente algo que fez parte da sua história é mais uma prova da sua personalidade. Não é a vaidade de ter um caminhão lançamento para mostrar que pode, e sim, ter um caminhão que fez parte da sua história de vida, que tem um valor sentimental muito maior que o financeiro. É de homens assim que o mundo precisa.
Parabéns Sr. Enilson, fico feliz pelo senhor.
Parabéns a toda sua família, que é um exemplo!
Parabéns à redação pela matéria!
Seu Eniiiilson, “O cara”!!!
Conheço há mais de 10 anos e testemunhei a sua paixão pela estrada e por caminhões, sem contar os ônibus (em especial o “Rural”, do transporte escolar..rsrs)…
Gatão (kkkkk),fico feliz em vê-lo feliz, fazendo o que gosta, e de volta ao Brasil….
Grande abraço, Luisinho De Lamônica